Marketing
Conceituar o marketing é uma das peças fundamentais para se entender a proposta deste projeto e apesar de ser definido de várias maneiras por diversos autores, inclusive pelos dicionários Aurélio e Michaelis que já contemplam o vocábulo marketing como “mercadologia”, a definição de Philip Kotler, onde o Marketing é um processo social e gerencial pelo qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros, é a que melhor se identifica como o plano a ser proposto. (Kotler, 1998, pg. 27)
Esta definição se baseia em alguns conceitos centrais que englobam: Necessidades, desejos e demandas. As pessoas necessitam de alimentos, ar, água, vestimentas, abrigo para sobreviver, além de, sentimento de posse, auto-estima e auto realização, portanto, todos buscamos um sentimento de satisfação básica inerente aos seres humanos. Já os Desejos são satisfações mais específicas, por exemplo: todos nós precisamos comer, no entanto, podemos escolher um hambúrguer para nos satisfazermos, enquanto para outros um prato de arroz já seria o suficiente. Já as Demandas são desejos ainda mais específicos respaldados pela nossa habilidade e disposição em comprá-los. Muitas pessoas podem desejar uma Ferrari, porém, poucos estão habilitados a comprá-las.
O processo de troca
Pressupõe-se que ao propor algo à maioria das pessoas, elas analisem de que maneira suas necessidades e desejos possam ser supridos ou satisfeitos e que valor isso terá para elas, em outras palavras, que vantagem terei. Podemos afirmar que há a possibilidade de Troca entre funcionários e empresa. No entanto, para o potencial de troca existir, devem haver cinco condições (Kotler,1998, pg.29):
1. Há pelo menos duas partes envolvidas
2. Cada parte tem algo que pode ser de valor para a outra.
3. Cada parte tem capacidade de comunicação e entrega.
4. Cada parte é livre para aceitar ou rejeitar a oferta.
5. Cada parte acredita estar em condições de lidar com a outra.
Para que a Troca seja de fato realizada, as duas partes envolvidas devem concordar com as condições de troca, no entanto, este trabalho pretende propor uma mudança organizacional e comportamental dentro da empresa e esta ultima pode utilizar-se de ferramentas para realizar esta troca de maneira mais incisiva se necessário. Mudando inclusive as condições da troca, o que pode tornar o processo mais simples ou traumático para os envolvidos.
Robbins (2007) apresenta algumas estratégias que podem ser utilizadas durante o processo de mudança organizacional:
· Educação e comunicação
· Participação
· Facilitação e apoio
· Negociação
· Manipulação e cooptação
· Coerção
Além disso, utilizar o Plano de oito passos de Kotter (apud Robbins, 2007) pode facilitar a aplicação da proposta e minimizar possíveis situações problemáticas:
1. Estabelecer um senso de urgência para gerar uma razão motivadora.
2. Formar uma coalizão com força para liderar a mudança.
3. Criar uma nova visão para direcionar a mudança e estratégias para a conquista.
4. Comunicar a visão em toda a organização.
5. Dar autonomia para a busca da visão, removendo barreiras, encorajando os riscos e soluções criativas.
6. Criar, planejar e recompensar metas de curto prazo.
7. Consolidar as melhorias, reavaliar as mudanças e fazer ajustes necessários.
8. Reforçar as mudanças por meio de demonstração, entre os novos comportamentos e o sucesso.
Stakeholders
A mudança proposta por este projeto tem como objetivo encontrar meios para que os funcionários se comprometam mais com o trabalho de equipe, buscando a melhora no desempenho da empresa. Nada melhor do que tornar os principais envolvidos em stakeholders, na tradução mais próxima seria “interessados”, pessoas ou grupos que têm interesse pela organização. Mesmo que muitas empresas não os considerem, parece ser a chave para uma empresa de alto desempenho se preocupar também com a satisfação não só de acionistas, fornecedores e consumidores, como também se seus funcionários.
As empresas atuais devem identificar e visar à entrega de níveis de satisfação acima do mínimo para stakeholders diferentes, um relacionamento mais dinâmico pode criar um alto índice de satisfação junto a seus funcionários, o que os leva a trabalhar em melhorias contínuas e inovações. O resultado é produtos e serviços de alta qualidade, gerando mais satisfação entre os consumidores. Maior satisfação entre os consumidores leva a novas compras e consequentemente ao crescimento e maiores lucros. (Kotler, 1998, pg. 73).
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